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Mês: 2/2008


Humberto Maturana fará palestra no 16º Seminário Internacional


080229_Maturana_Site.jpgO 16º Seminário Internacional Em Busca da Excelência, que acontece entre os dias 16 e 18 de abril em São Paulo, terá como uma de suas principais atrações o médico e biólogo Humberto Romesín Maturana. Ele é Ph.D. em Biologia, pela Universidade de Harvard. Nasceu no Chile, estudou Medicina na Universidade do Chile e Biologia, na Inglaterra e Estados Unidos.

Como biólogo, seu interesse se orienta para a compreensão do ser vivo e do funcionamento do sistema nervoso, e também para a extensão dessa compreensão ao âmbito social humano. É professor do Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Chile. Prega a Biologia do Amar e do Conhecer para a formação humana.

Ele sustenta a teoria de que a linguagem se fundamenta nas emoções e é a base para a convivência humana. Fundou, em Santiago, o Instituto de Formação Matríztica. Este é um espaço que favorece a ampliação da compreensão de todos os domínios de existência humana, desenvolvendo estudos sobre a Biologia do Amar e do Conhecer. Essa pesquisa se dá por meio de cursos, palestras e oficinas de conversações operacionais e reflexivas sobre a Matriz Biológica da Existência Humana.

Para Maturana, as emoções são centrais na evolução de todos os seres vivos, porque definem o curso de seus fazeres. Com os seres humanos, segundo ele, ocorre exatamente a mesma coisa. O fluxo das emoções define o lugar em que vão acontecer os episódios do cotidiano.

De acordo com o biólogo, se uma pessoa se move, por exemplo, a partir da frustração, isso vai definir continuamente o espaço relacional na qual se encontra e o curso que vai ter seu viver. Se vive a partir da confiança, vai seguir um caminho distinto. O que guia o fluxo do viver individual são as emoções e na constituição evolutiva também. Na teoria dele, é o emocionar que se conserva de uma geração a outra na aprendizagem das crianças.

Biologia do amar

A biologia do amar é o fundamento biológico do mover-se de um ser vivo, no prazer de estar onde está na confiança de que é acolhido, seja pelas circunstâncias, seja por outros seres vivos. Segundo o chileno, no caso dos seres humanos, isto é central na relação do bebê com sua mãe, com seu pai, com seu entorno familiar, que vai permitir crescer como uma criança que vai ser um adulto que se respeita por si mesmo.

Ele afirma que, se observarmos a história de crianças que se transformam em seres anti-sociais, vamos descobrir que sempre tem uma história da negação do amar. Segundo Maturana, poderemos perceber que esses indivíduos foram criados na profunda violação de sua identidade, “na falta de respeito, na negação de seu ser”.

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