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Mês: 10/2008


PNQ 2008 tem duas premiadas, três finalistas e dois destaques


Considerado o maior reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil, o Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) chega a sua 17ª edição em 2008 com 52 organizações participantes e duas vencedoras: a CPFL Paulista, que recebe este prêmio pela segunda vez, e a Suzano Papel e Celulose. Como finalistas foram reconhecidas a AES Eletropaulo, a Gerdau Açonorte e o 4º Regimento de Carros de Combate do Exército.  Esta edição também reconheceu dois destaques: pelo terceiro ano consecutivo a Brasal Refrigerantes é destaque por critério - 2007 em Pessoas e 2006 e 2008 em Clientes. Já a Volvo do Brasil se destacou no critério Processos.

As empresas ganhadoras, finalistas e destaques do PNQ 2008 foram definidas na noite do dia 27 de outubro, depois de uma reunião de juízes da Banca Examinadora, que durou o dia todo. No dia 28, o Conselho Curador da FNQ, os principais executivos das organizações reconhecidas e alguns convidados se reuniram em São Paulo, no Bar des Arts, para homenagear às empresas ganhadoras.

081028_Gemignani_PNQ.jpg“A relevância da excelência em gestão nas empresas brasileiras vem se consolidando a cada ano. As práticas inovadoras implantadas reforçam suas lideranças e lhes permite expandir seus mercados num mundo cada vez mais competitivo e exigente”, afirmou o presidente do Conselho Curador da FNQ, Luiz Ernesto Gemignani.


081028_Michal_PNQ.jpgO PNQ é o maior reconhecimento à excelência de gestão no Brasil. Seu principal objetivo é o de, por meio do incentivo às boas práticas de gestão, ajudar a melhorar a competitividade das empresas brasileiras. “A melhoria da gestão é, provavelmente, o melhor caminho para aumentar a competitividade do País”, afirmou Michal Gartenkraut, presidente-executivo da FNQ. “O PNQ é uma cruzada em favor da melhoria da gestão”, completou.

Premiadas

Pela segunda vez premiada com o PNQ (2005 e 2008), a CPFL Paulista é uma das distribuidoras de energia elétrica com melhores indicadores de qualidade do Brasil. Criada a partir da fusão de quatro pequenas empresas municipais de distribuição de eletricidade no início do século XX, a CPFL Paulista atravessou o século passado em franca expansão, adquirindo concessionárias no interior paulista e expandindo sua malha de atendimento até atingir uma cobertura superior a 90 mil km².

Hoje são mais de 3,4 milhões de clientes, espalhados em 234 cidades nas macrorregiões de Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto e Araraquara. Isso representa uma população estimada superior a 10 milhões de habitantes e, geograficamente, cerca de 37% do território paulista, cuja economia é marcada por  um forte segmento industrial, principalmente nos setores químico, têxtil, calçadista, de alimentos, papel e celulose.


081028_Wilson_PNQ.jpgA CPFL Paulista é a quarta empresa distribuidora de energia elétrica do país, responsável por 20% de toda eletricidade consumida no estado de São Paulo e cerca de 6% da utilizada no Brasil. “Nós vivemos a excelência em gestão cotidianamente e isso nos permite ajudar na construção de uma nova forma de pensar e exercer a atividade empresarial no Brasil”, disse Wilson Ferreira Júnior, presidente da companhia. “A excelência aperfeiçoa tudo o que uma empresa pode oferecer à sociedade”, afirmou o presidente.

Há 84 anos investindo no setor de papel e celulose, atualmente a Suzano conta com cinco unidades industriais: Suzano, Rio Verde e Embu, em São Paulo, Mucuri, no Sul da Bahia, e detém indiretamente 50% do controle do Conpacel, que possui uma unidade produtiva em Americana-SP. A empresa, de base florestal, é a maior produtora mundial de celulose de eucalipto certificada pelo FSC – Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal – e uma das maiores produtoras verticalmente integradas da América Latina, orientada para a inovação e com atuação global em cerca de 80 países. 

Líder no mercado de papelcartão da América Latina, a Suzano está entre os dez maiores produtores de celulose de mercado do mundo. Essa conquista decorre de um importante ciclo de crescimento, concluído em 2007, que elevou sua produção para 2,8 milhões de toneladas por ano.

081028_Maciel_PNQ.jpgO aumento da capacidade instalada representa um crescimento de 129% sobre o desempenho de 2004, quando a Suzano completou 80 anos. “Receber este reconhecimento neste momento delicado da economia mundial dá segurança aos nossos acionistas, clientes e colaboradores. Isto indica a todos os nossos stakeholders que estamos no caminho certo. Não tenho dúvidas de que este resultado importante que conquistamos com o PNQ só foi possível graças ao pelo modelo de gestão da FNQ, que nós adotamos, e às pessoas que estiveram envolvidas nesse processo direta ou indiretamente”, afirmou Antonio Maciel Neto, presidente-executivo da empresa.

O presidente da Suzano disse que a atual crise econômica deixa a gestão das organizações mais robusta. Ele vê o Brasil muito bem posicionado nesse cenário, pois cumpriu uma agenda que passou pela privatização, pela abertura, pelo fim da inflação que, para ele, foi a coisa mais importante que aconteceu nos últimos anos no ponto de vista macroeconômico. “Quem tem um modelo de gestão está mais robusto para enfrentar a crise e sair dela.”

Na opinião do executivo, uma empresa que tem solidez de gestão é mais forte perante o mercado e, conseqüentemente, tem mais crédito. “Na hora de um investidor escolher uma empresa para aplicar, é claro que ele vai optar por aquela que tem um selo de empresa classe mundial. Isso faz toda a diferença.”

Finalistas

O 4º Regimento de Carros de Combate é uma Unidade Operacional do Exército Brasileiro situado na cidade de Rosário do Sul/RS. Possui a denominação histórica de “Regimento Passo do Rosário”, uma instituição nacional de caráter permanente regida pela Constituição Brasileira, tendo como atividade-fim a Segurança Nacional. Está subordinado à 6ª Brigada de Infantaria Blindada, com sede em Santa Maria.

081028_Aloísio_PNQ.jpgAlém desta subordinação enquadram-se também nos demais subsistemas do Exército.  A principal atividade do 4° RCC é direcionada para o processo de preparo de seus meios e de seus militares, para manter-se sempre em condições de atuar na sua missão constitucional. Foi a primeira empresa pública a ser finalista do PNQ. “Espero que a administração pública se dê conta da importância da excelência da gestão”, disse o tenente coronel Aloísio Lamim. “Como empresa pública, nós dependemos do orçamento. A melhoria contínua pela gestão nos faz aplicar melhor este orçamento.”

A AES Eletropaulo distribui energia elétrica para 24 municípios da região metropolitana de São Paulo - incluindo a Capital - que, juntos, abrigam uma população de 16,5 milhões de habitantes. A área de concessão atendida pela empresa abrange 4.526 km² e concentra a região socioeconômica mais importante do país com 5,6 milhões de unidades consumidoras.

081028_Sergio_PNQ1.jpgEm faturamento, a AES Eletropaulo é a maior distribuidora de energia elétrica da América Latina. No período de 1998 a 2006, a AES Eletropaulo investiu R$ 2,766 bilhões em modernização, manutenção e expansão da rede. Em 2006, o montante investido chegou a R$ 378 milhões, o maior volume desde a privatização em 1998, dos quais R$ 319 milhões foram totalmente financiados pela geração de caixa da empresa. Para 2007, os investimentos projetados são da ordem de R$ 400 milhões, elevando o total para R$ 3,1 bilhões. “Há três anos nós adotamos o MEG. Essa colocação só foi possível porque a cultura da excelência da gestão está incorporada por todo o grupo AES”, disse Sérgio Wernec,diretor de estratégia e gestão da AES Brasil.  “Temos a convicção de que a aplicação do modelo pode agregar valor a todas as partes interessadas do negócio.”

A Gerdau Açonorte, siderúrgica localizada no Distrito Industrial do Curado, Recife, Pernambuco, foi a primeira unidade da Gerdau adquirida fora do estado do Rio Grande do Sul, onde está a sede da companhia. Sob controle da Gerdau desde 1969, a usina tem capacidade instalada de 280 mil toneladas de aço e 250 mil toneladas de laminados por ano, usando sucata ferrosa como principal matéria prima do processo industrial.


081028_Alfredo_PNQ.jpgA produção da unidade abastece majoritariamente as demandas das regiões Norte e Nordeste, atendendo aos mercados da construção civil, indústria e agropecuária, com um mix diversificado de produtos como barras, perfis, vergalhões, fio-máquina, arames, pregos, telas e treliças. Atualmente a Gerdau Açonorte emprega cerca de 800 pessoas, entre colaboradores e prestadores de serviços, segue a cultura Gerdau e desenvolve práticas de gestão em recursos humanos com o objetivo de formar profissionais conscientes da sua importância estratégica no negócio. “Usamos o modelo de gestão da FNQ porque temos certeza de que ele abrange processos eficazes, dinâmicos e evolutivos. Isso proporciona satisfação e geração de valor para todos os stakeholders”, afirmou Alfredo Huallem, vice-presidente da Operação Aços Longos Brasil.

Destaques

O PNQ considera também as organizações que, mesmo não tendo chegado ao grupo das finalistas, tiveram desempenho relevante em um dos oito critérios de avaliação do prêmio. Neste ano, duas organizações apresentaram esse perfil: a Brasal Refrigerantes no critério Clientes e a Volvo do Brasil no critério Processos.


081028_Renato_PNQ.jpg“Nosso êxito está apoiado no MEG e nas pessoas que fazem parte da empresa”, disse Renato Barbosa, diretor geral da Brasal Refrigerantes, empresa brasileira do ramo de bebidas, responsável pela fabricação, venda e distribuição de produtos Coca-Cola e Femsa. Fundada em 1989, a empresa integra o Grupo Brasal, um dos maiores e mais importantes grupos econômicos da região Centro-Oeste, com atuação em cinco diferentes segmentos de negócios.

A matriz fica em Taguatinga/DF e ocupa um terreno de 83 mil m², com 37 mil m² de área construída. Suas filiais estão localizadas nos municípios goianos de Catalão e Formosa, além de balcões de vendas no Setor de Indústrias de Brasília e Taquaritinga. Possui sete linhas de produção com capacidade máxima para fabricar e envasar seis milhões de caixas unitárias/mês. “São as pessoas e a gestão que fazem a diferença nos negócios. Nossos indicadores econômicos são os melhores do Brasil, mesmo em comparação com outras empresas fabricantes de Coca-Cola do mundo todo. A gente consegue, por meio do PNQ e do modelo da FNQ, transmitir para a organização inteira o aspecto motivacional pelo aperfeiçoamento da gestão”, comentou o executivo.

A Volvo do Brasil, que participou pela primeira vez do PNQ, registrou um faturamento de R$ 4,1 bilhões em 2007, tendo ultrapassado a marca de dez mil caminhões vendidos na América Latina – 7,9 mil unidades somente no Brasil. No total, a Volvo vendeu 10,6 mil caminhões nos mercados onde atua.


081028_Carlos_PNQ1.jpgA empresa é, atualmente, uma das mais importantes empresas do setor de transporte e um dos maiores fabricantes de caminhões pesados e semipesados do País. Sediada em Curitiba, no Paraná, onde funciona a base da marca na América do Sul, a Volvo também produz equipamentos de construção e chassis de ônibus, comercializa motores marítimos e industriais e ainda promove exportações de veículos e componentes para outros continentes onde a companhia está estabelecida. “Por ser a nossa primeira participação, ser destaque tem para nós o sabor de vitória. Com certeza isso servirá de inspiração para disputas futuras para nós, que utilizamos o MEG desde 2003. Nosso dia-a-dia é em busca da excelência da gestão”, afirmou Carlos Morassutti, diretor de assuntos corporativos da organização.

Números

Foram oito meses de trabalho intenso. Neste ano, 53 organizações se inscreveram no PNQ, 52 foram elegíveis e 21 delas passaram para a terceira etapa, que é a de visitação, quando uma equipe de examinadores vai às selecionadas para conferir a implantação do Modelo de Excelência da Gestão® (MEG). O processo movimentou 522 voluntários que doaram mais de 100 mil horas de trabalho.

As vencedoras são as empresas que se submeteram a um rigoroso processo de avaliação, atendendo de forma harmônica e balanceada a todos os Fundamentos da Excelência avaliados por oito critérios (Liderança, Estratégias e Planos, Pessoas, Processos, Clientes, Sociedade, Informação e Conhecimento e Resultados), além de ter alcançado excepcionais resultados no desempenho da sua gestão. Foram 43 organizações de grande porte, uma de médio, duas micro empresas, três organizações sem fins lucrativos e três empresas públicas.

A região Sudeste teve a participação mais expressiva, com a inscrição de 32 empresas. O Sul do País inscreveu sete organizações, o Nordeste dez, a região Centro-Oeste duas e o Norte brasileiro inscreveu uma organização. No dia 24 de novembro acontece em São Paulo, no Hotel Unique, a cerimônia de premiação, quando estas empresas serão homenageadas em noite de gala.

Tatiana Assumpção

 


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