Mês: 4/2008
Pessoas e melhoria contínua são as dicas dos ganhadores do PNQ
A atuação em diferentes segmentos da indústria e a localização em distantes áreas do País não impedem que os cinco ganhadores do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2007 tenham prioridades semelhantes ao administrar suas empresas. Gestão de pessoas e melhoria contínua foram os elementos considerados principais pelos representantes dessas organizações durante debate no último dia do 16º Seminário Internacional Em Busca da Excelência, realizado em São Paulo, de 16 a 18 de abril.
Eles se reuniram em um painel sobre Competitividade e Excelência em Gestão, moderado pelo jornalista Luis Nassif. Estiveram presentes Reinaldo Castanheira, diretor-presidente da Albras; Luis Antonio Oselame, diretor-executivo da Fras-le; Fernando Parreira, diretor-executivo da Gerdau Riograndense; Luiz Ernesto Gemignani, diretor-presidente da Promon, e José Roberto Kaschel Vieira, gerente de Gestão da Organização da Área de Abastecimento da Petrobras.
Todos creditaram a conquista do PNQ à coesão, ao compromisso e à união de suas equipes. Temos a convicção de que, hoje, a busca da excelência habita os corações dos profissionais da empresa, afirmou Gemignani.

Não temos dúvida de que a melhoria de gestão é estratégica para a competição global. E os Fundamentos e Critérios adotados no PNQ serão propulsores para o crescimento da Petrobras, no Brasil e no mundo, comentou Vieira, da Petrobras.
Questionados por Nassif sobre o que mudou depois da conquista do prêmio, os executivos ressaltaram a conscientização da busca permanente pela excelência. Sabemos que os critérios para a conquista do PNQ, por definição, não param. Há sempre mais exigências, o trabalho é constante, disse Oselame, da Fras-le.
Boa gestão diminui a vulnerabilidade
Gemignani destacou quanto as instituições brasileiras são vulneráveis às ondas econômicas do País, daí a importância de uma boa gestão. Justificou sua afirmação ao contar uma crise enfrentada pela Promon no início desta década. Foi um momento de grande dificuldade que superamos graças ao MEG, afirmou, citando o Modelo de Excelência da Gestão®, disseminado pela FNQ. Os resultados dessa volta por cima foram obtidos a partir do momento em que abraçamos o modelo. A visão e os fundamentos propostos pela FNQ são universais, contou Gemignani.

Sobre a gestão da Gerdau Riograndense, Parreira disse que há uma metodologia implementada capaz de reunir os melhores exemplos identificados na organização. Existe uma grande necessidade de que as melhores práticas sejam usadas de maneira sistêmica. Segundo ele, o modelo de gestão da excelência é o diferencial para alcançar resultados. Tudo isso fez da Riograndense uma referência dentro do grupo, destacou. Dentro do MEG, cabe a cada uma das empresas identificar aquilo que faz sentido para ela. Devemos buscar excelência naquilo que gera e agrega valor, completou o executivo gaúcho.
Na Fras-le, a preocupação com a excelência está ligada ao mercado externo. A nossa organização tem um desafio muito especial. Quando se lança no mundo, ela precisa de tecnologia global, pois enfrenta forte concorrência no mercado externo. Ao mesmo tempo, no Brasil, competimos com a informalidade, o baixo custo e o efeito China. São dois mundos distintos - o daqui e o do comércio internacional. Temos de aprender a navegar e a ficar dentro de ambos, comentou o Oselame. O modelo da FNQ tem de ser usado como um guia, mas as organizações devem aprimorá-lo de acordo com o seu negócio, acrescentou.
Castanheira, da Albras, informou que a empresa utiliza informações comparativas para aferir o grau de competitividade de seu produto, processos e práticas de gestão. Além disso, identificamos oportunidades de melhoria do nosso desempenho global e da nossa posição competitiva no mercado.
Na Petrobras, para que cada ação da força de trabalho alcance o resultado almejado, todos precisam compreender a importância de suas atividades na busca pela Excelência em Gestão. O Abastecimento acredita que os resultados são construções feitas no dia-a-dia e preconiza o comprometimento da força de trabalho na superação de metas e desafios e, conseqüentemente, na obtenção de melhores resultados, disse Vieira.

Ao concluir o debate, o mediador Nassif exaltou o diferencial competitivo da gestão no mundo globalizado. A gestão é essencial para o bom andamento das mudanças pelas quais o País está passando.
Tatiana Assumpção
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