Mulheres em cena: no trabalho e no cinema

06/03/2017

A atuação feminina aumenta a cada dia no mundo do trabalho e até mesmo no cinema. No entanto, ainda são visíveis as desigualdades entre os gêneros

Que as mulheres ganham cada vez mais espaço em todos os ramos de atuação, não é novidade. Nas organizações, na sociedade, nas artes: ninguém duvida disso. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para diminuir a desigualdade entre os gêneros e conferir, às mulheres, o seu real valor.  
 
Neste Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, não podemos deixar de lembrar as conquistas femininas, mas também devemos reforçar esse descompasso que ainda existe. As diferenças são visíveis em todos os lugares e nem mesmo a indústria cinematográfica fica de fora.
 
Mulheres no cinema
 
As mulheres e as minorias estão mais representadas em Hollywood, mas continuam sub-representadas na indústria americana do entretenimento, como um todo. Este é o destaque do Relatório 2017 sobre a Diversidade em Hollywood, em sua quarta edição. As mulheres, apesar de formarem metade da população dos Estados Unidos, têm só 29% dos papéis principais em filmes e menos de 10% dos diretores dos 200 longa-metragens principais de 2015 eram mulheres. A pesquisa, elaborada pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), analisou 200 filmes de 2015 que foram sucessos de bilheteria, assim como 1.206 programas de televisão que foram ao ar durante a temporada de 2014-2015.
 
De qualquer forma, nós, da Fundação Nacional da Qualidade, devemos aplaudir às vencedoras do Oscar 2017. Emma Stone, melhor atriz pelo filme "La La Land", que disputa, em pé de igualdade com o protagonista, na história, uma carreira de sucesso em Hollywood. Viola Davis, vencedora do prêmio de atriz coadjuvante, por "Um limite entre nós", mostra a importância do poder e da resiliência feminina da dona de casa ao lidar com as dificuldades da família.
 
Mulheres e trabalho
 
No mundo do trabalho, a participação da mulher  cresce a cada ano. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), em pesquisa mais recente sobre o tema, revelou que em 2014, 43,25% do total de empregados no País, cerca de 21,4 milhões são mulheres.
 
Segundo o jornal “Valor Econômico”, no mundo, as mulheres ocupam hoje 24% dos cargos de liderança, entre presidentes, vice-presidentes e diretorias. O Brasil acompanha a estatística, com 23% de mulheres em cargos de alta gestão, porém, há uma grande desigualdade salarial ainda.
 
Dados do relatório do Fórum Econômico Mundial mostram que a disparidade econômica entre homens e mulheres gira em torno de 60% em todo o mundo. No Brasil essa diferença chega a 73,7%.
 
A importância da mulher na gestão
 
A FNQ possui amplo interesse no tema da mulher na gestão das organizações. Para tanto, produzimos uma série de materiais que se propõe a analisar a questão.
 
Confira, abaixo, nossa lista de conteúdos que analisa a importância da mulher na gestão.
 
 
Este e-book da FNQ foi desenvolvido para promover um debate sobre a participação das mulheres na gestão das organizações brasileiras. Com uma breve contextualização histórica, a publicação aponta os principais desafios e trabalha as questões que promovem o desenvolvimento feminino e a equidade de gênero no ambiente corporativo. Clique aqui para baixar.
 
 
 
Este artigo mostra inspiradora história de uma microempreendedora, que venceu o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios e dados da presença feminina no empreendedorismo. Em uma década, a participação das mulheres liderando micro e pequenas empresas cresceu em 25 Estados; de homens, em 18. Clique aqui para ler.
 
 
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